Fim da DI em 2026: prepare sua operação para a DUIMP
Confira o cronograma oficial por operação e organize produtos, atributos e testes para a transição da DI para a DUIMP. Veja onde o Cotejar apoia a preparação.
Por Cotejar
6 min de leituraAtualizado em

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Se a sua equipe está acompanhando a transição da DI para a DUIMP, provavelmente já esbarrou na pergunta: “qual é a nossa data?”. Ela parece simples, mas a resposta exige olhar para a operação, e não apenas para o calendário.
A preparação fica mais organizada quando separamos três tarefas: confirmar o enquadramento no cronograma oficial, conferir os dados dos produtos e testar o processo que a equipe realmente usa. Neste guia, vamos transformar essas tarefas em uma rotina que você pode começar com a base que já tem.
O que o cronograma de desligamento da DI prevê
Na consulta realizada em 13 de outubro de 2026, o cronograma oficial do Siscomex, atualizado em 2 de outubro, apresentava diferentes etapas. A tabela oficial de desligamento prevê 1º de dezembro de 2026 para Radar Limitado, ZFM, ALC, AOC e Suframa, com as exceções indicadas na própria tabela; 10 de dezembro para as operações restantes do Siscomex Importação; e 27 de março de 2027 para o Siscomex Internação, na linha sem controle administrativo.
Essas linhas têm escopos diferentes. A data de Internação não é uma prorrogação geral da DI. Antes de definir o prazo da sua empresa, confira também modal, fundamento legal, anuentes e situações de impossibilidade. O simulador oficial de desligamento da DI ajuda nessa conferência. Datas futuras podem ser revistas; consulte novamente a fonte perto do registro.
Comece pelas operações, depois pelos produtos
Uma lista única de “itens para migrar” costuma misturar assuntos que precisam de responsáveis diferentes. Nossa sugestão é trabalhar com dois inventários conectados.
No inventário de operações, registre a modalidade utilizada, os fundamentos legais, os órgãos envolvidos, a referência consultada e quem confirmou o enquadramento. No inventário de produtos, organize código interno, NCM, descrição técnica, atributos e documentação do fornecedor.
O elo entre as listas é o produto que efetivamente será usado naquela operação. Assim, a equipe consegue responder “quais itens precisamos conferir primeiro?” sem supor que todo o portfólio tem o mesmo prazo.
Priorize os produtos previstos para os próximos embarques. Inclua itens novos e produtos cuja especificação mudou desde a última importação. Um cadastro antigo pode estar bem documentado e ainda precisar de atualização.
Quatro conferências antes de testar a DUIMP
1. Identificação e classificação fiscal
O código interno deve permitir reconhecer o mesmo produto no ERP, na planilha de trabalho e na base destinada ao Portal Único. Preserve os códigos como texto, incluindo zeros iniciais.
Depois, confira se a descrição técnica sustenta a classificação fiscal adotada. Se a dúvida está na própria NCM, resolva essa etapa com a documentação do produto e as fontes de classificação. Nosso guia sobre o que é NCM e como classificar seu produto mostra um caminho de pesquisa.
2. Dados do Catálogo de Produtos da DUIMP
Organize a base para que a equipe consiga reutilizar dados consistentes. Não basta reunir nomes comerciais: é preciso saber de onde vieram as características técnicas e quem mantém cada informação.
Para estruturar esse trabalho, veja o guia de preparação do Catálogo de Produtos da DUIMP. Ele propõe uma sequência de levantamento, conferência e manutenção sem exigir que você troque de sistema.
3. Exigências e atributos atuais
Compare os atributos do produto com a estrutura atualmente vinculada à NCM. Uma lista de campos preenchidos, sozinha, não comprova que a base continua adequada à parametrização vigente.
Vale distinguir informação ausente, valor fora do domínio e condição que precisa ser avaliada. O artigo sobre atributos obrigatórios e condicionais da DUIMP explica como organizar essa conferência.
4. Processo completo e responsabilidades
Escolha uma amostra representativa dos produtos e operações da empresa. Teste o caminho desde a origem da informação até o uso pela equipe responsável pelo despacho, em ambiente e condições apropriados.
Registre o resultado de cada teste: entrada utilizada, pendência encontrada, responsável e evidência da correção. “Funcionou uma vez” é uma informação menos útil do que “estes casos foram testados com estes dados”.
Onde o Cotejar ajuda na preparação
O Cotejar compara os dados do seu catálogo com as exigências publicadas pelo Portal Único e mostra as divergências que precisam de atenção. Isso ajuda a transformar a conferência em uma lista de trabalho: qual produto revisar, qual requisito observar e qual informação buscar.
Você pode começar pela consulta pública de NCM e atributos e, depois, analisar seu Catálogo de Produtos da DUIMP. A análise gratuita entrega os achados e o CSV; o acompanhamento contínuo é uma forma separada de uso, descrita na página de planos.
A equipe continua responsável pela classificação fiscal, pela qualidade dos dados e pelo registro da operação. O papel do Cotejar é antecipar divergências na comparação, dando mais visibilidade à preparação. Essa conferência não equivale a autorização de anuente ou aprovação da DUIMP.
Você precisa substituir o ERP?
O ponto de partida pode ser uma exportação da base existente. Se o volume e a frequência de atualização pedirem uma conexão entre sistemas, a documentação pública da API Cotejar apresenta os recursos disponíveis e o fluxo de autenticação.
Antes de desenvolver, combine com a equipe de sistemas como serão preservadas as identidades dos produtos, quem confirma alterações e como as pendências voltam para a operação. Nosso guia de integração do Cotejar com o sistema de importação detalha essa conversa.
Se quiser discutir o cenário da sua empresa ou uma parceria de integração, fale com o Cotejar. Uma conversa com o formato de exportação e o fluxo atual em mãos permite definir o próximo passo com mais clareza.
Perguntas que vale levar à próxima reunião
- Quais operações foram conferidas no cronograma oficial e em que data?
- Quais produtos serão usados primeiro nessas operações?
- Onde estão a descrição técnica e a evidência dos atributos de cada produto?
- Quem resolve dúvidas de classificação e quem atualiza o cadastro?
- Como a equipe saberá que uma exigência mudou depois da primeira revisão?
Essas respostas formam uma base prática para a transição. O cronograma indica quando a operação precisa estar pronta; a rotina de dados ajuda a prepará-la e a mantê-la consistente depois da mudança.
Fontes e atualização
Pesquisa conferida em 13 de outubro de 2026. Consulte o cronograma e suas orientações, a tabela em PDF e o simulador de desligamento. O roteiro de organização e testes deste artigo é uma proposta de trabalho do Cotejar; o enquadramento da operação deve seguir as fontes oficiais vigentes.
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